sexta-feira, novembro 22, 2013

pensamentos à sexta

O Paul auster, na noite do oráculo e julgo que nas loucuras de brooklyn, refere os cadernos portugueses de capa azul, supostamente como ideais para escrever.Ao ouvi-lo ler a correspondência que trocou com john coetze entre 2008 e 2011 ficou-me cá a incomodar uma ideia.Isso e a conversa com um padre.Ele disse-me, fora de confessionário, sabe, se não puder ler ,a vida é inútil. e eu embasbaquei. Para ele, padre, viver sem palavras tornava a vida inútil.para mim também seria difícil,mas inútil?até porque aquilo que ele referia era uma perda quase total da visão que o incomodava lentamente com o evoluir do dia até à cegueira quase total e isso implicava muito mais penas que a leitura propriamente.
Ao ouvir o escritor que tantas vezes imaginei, senti uma impulsão para ser aquilo que sou, para continuar a fazer aquilo que mais gosto e não me esquecer de ensinar ao meu filho a escrever cartas e enviá-las, num envelope, com selo e muitas muitas histórias lá dentro.
Surge assim os pensamentos à sexta uma mistura do meu dia em relação com o outro e o meu pouco talento para escrever.
ler ou não ler?
útil ou inútil?



este post foi patrocinado pelo caderno azul ( perfeito para andar na mala) que me foi oferecido da TWYNSTA. 

Sem comentários: