acordar e ir ver a vista é algo que nem todos podemos ter mas, quando se tem um amigo, podemos sempre imaginá-lo lá, a comer torradinhas com leite ou caracóis com cerveja, ou a jogar ás cartas,ou a apanhar um bronze ou a escrever ou simplesmente olhar pelo vidro, respirar fundo e sair de casa com um sorriso nos lábios (e na alma)....
Pulsaram em mim três corações, um, já meio gasto e às vezes velho e que carrego até ao fim, um outro que de tanto bater perdeu o ritmo, perdeu-se do meu, do tom, silenciou. o último, ri a cada instante, é forte é dos três concerteza o que mais vê, mais sente, mais procura, mais encontra e sabe ( tão bem tão bem) que no coração mais velho há um lugar de tons clarinhos, tão definido e ocupado para sempre. Deus precisou de ti. E isso basta ( às vezes, às vezes) jamais saberei o que é viver contigo ou viver sem ti.
a zebra é preta com riscas brancas ou branca com riscas pretas?
e no dia da criança é diferente?
é bom passar o dia a ouvir sorrisos dos mais pequeninos :)
Agora, me deixem tranquilo. Agora, se acostumem sem mim. Eu vou fechar os olhos. E só quero cinco coisas, cinco fontes preferidas. Uma é o amor sem fim. O segundo é ver o outono. Não posso ser sem que as folhas vão e voltem a terra. O terceiro é o grave inverno, a chuva que amei, a carícia do fogo no frio silvestre. Em quarto lugar, o verão redondo como uma melancia. A quinta coisa são teus olhos, Matilde minha, bem-amada, não quero dormir sem teus olhos, não quero ser sem que me olhes: eu mudo a primavera porque tu me segues olhando. Amigos, isso é o que quero. É quase nada e quase tudo. Agora, se querem podem ir. Vivi tanto que um dia terão que esquecer-me por força, apagando-me do quadro: Meu coração foi interminável. Mas, por que peço silêncio não creiam que vou morrer-me: me passa todo o contrário: acontece que vou viver-me. Acontece que sou e que sigo. Não será, pois, só que aqui dentro de mim cresceram cereais, primeiro os grãos que rompem a terra para ver a luz, mas a mãe-terra é escura: e dentro de mim sou escuro: sou como um poço em cujas águas a noite deixa suas estrelas e segue só pelo campo. Se trata de que tanto vivi que quero viver outro tanto. Nunca me senti tão sonoro, nunca tive tantos beijos. Agora, como sempre, é cedo. Voa a luz com suas abelhas. Deixem-me só com o dia. Peço permissão para nascer. Poema "Pido Silencio" de Pablo Neruda. Escrito em agosto de 1957. Publicado em 1958, no livro "Estravagario".
p.s. o gabriel partilha a minha paixão pelas árvores.
tive uma ideia.
Aproximam-se viagens.
Logo fotografias.
Quando voltarem escolham uma.
Eu pinto-a em aguarela.
Preciso de praticar e assim os temas não são escolhidos por mim.
bora?
thanks.
entretanto...aproveitem cada momento mágico cá e lá.
tenho mais 30 cm... e mais 9 kg mais ou menos...
e ainda só passou um ano!
Para o nosso bebe um grande beijinho de parabéns, no dia em que a nossa vida se tornou ainda mais feliz : )
este tipo é músico.vi uma publicidade dele algures.
e fiz um desenho.
quando fui pintar a óleo distorci um bocadinho a ideia original.
e como nós somos construídos também de tudo o que já vimos...
cada vez que olho para ele só me lembro do gelado da olá.
dissemos adeus à tummy tub.
durante tantos meses o gabriel adorou tomar banho num balde...
vamos ter saudades.
(o patinho continua companheiro das banhocas)